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Doutrina - Ornamento do edifício de Deus Imprimir E-mail
Por Pr. Olivar Basílio   
24 de janeiro de 2009

Estudo para Terça-feira, 27/01/2009

“Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores, e em tudo agradem, não contradizendo, não defraudando, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador.” Tt 2:7-10

Começamos nossos estudos sobre EDIFICAÇÃO da Igreja comparando-a à edificação de um prédio em que a principal parte de uma construção é a base (Mt 7:24-27), o solo rochoso de onde se origina a estrutura que segura todo o empreendimento e que mostra, através de seus ornamentos, de sua beleza, a grandeza magistral de seu arquiteto, bem como, sua sabedoria e sua capacidade.

Assim chegamos ao último capítulo de nosso estudo com a lição DOUTRINA – ORNAMENTO DO EDIFÍCIO DE DEUS, Tt 2:10. Pouco ou quase nada teria importância aos olhos da humanidade se a igreja edificada não luzisse por meio de seu bem elaborado sistema doutrinário que leva os homens a glorificar a Deus, Mt 5:16; 5.48, como supremo edificador de todas as coisas.

I – O CRESCIMENTO DO EDIFÍCIO – Ef 2:20

1. Ajustando o Edifício pelo Sistema Doutrinário

A Igreja, tal como o corpo humano que cresce naturalmente desde a fecundação (Sl 139:13-16; I Pe 2:2), foi planejada, por Deus, para crescer de modo gradativo e contínuo, sem projeções de métodos humanos, At 2:42-47.

Pela referência acima, vimos que o crescimento da igreja primitiva se deu de forma natural pela vivência dos discípulos em observância à doutrina dos apóstolos, pois praticavam diariamente os ensinos do evangelho, principalmente, os da unidade, do amor ao próximo, da comunhão, das orações etc. A isso Paulo chamou, em Ef 2:20, de Edifício bem ajustado; isso significa que, a regência doutrinária, que deve se traduzir em pratica de vida, proporciona atração sobre os pagãos e promove o crescimento da igreja.

2. Fugindo dos Rudimentos doutrinários, Hb 6:1,2

Um dos maiores problemas que impedem o crescimento da Igreja é o erro de permanecer ensinando apenas os rudimentos da doutrina de Cristo elencados nos versos 1 e 2 de Hebreus. A Igreja precisa se ajustar por meio de todo o complexo doutrinário e não somente pelo elementar da doutrina. A grande verdade é que a Igreja dos dias atuais não tem fome, sede ou desejo de ouvir e estudar a Palavra de Deus, 1 Pe 2:2; por isso, seus membros são inconstantes como meninos (I Co 13:10,11), são doentes, fracos, anêmicos e dormentes (I Co 11:30 e Ef 5:14)

3. O Valor dos Rudimentos

Assim como numa construção deixamos na base os arranques de aço para dali erigirmos as colunas, também na Edificação da Igreja, ao colocarmos Cristo no coração dos homens, deixamos os arranques doutrinários para a construção da estrutura da fé que resultará num belo edifício para morada de Deus em Espírito, Ef 2:21 e I Co 3:16. Esses arranques são os rudimentos doutrinários. O escritor aos hebreus disse que devemos deixá-los e prosseguir para a perfeição, Hb 6:1,2; contudo, essa perfeição somente pode ser alcancada através de ensinadores conscientes e comprometidos, chamados por Deus para promover esse crescimento.

A questão é que a igreja atual não tem muitos desses chamados com compromisso com o complexo doutrinário estabelecido por Deus para a Edificação da Igreja Dele. Infelizmente há muitos ensinadores, e até pastores dirigentes, que mal conhecem os nomes dos livros do NT e, talvez, nem saibam que são 27; portanto, com esse nível de ensinadores, jamais iremos edificar uma igreja “coluna e firmeza da verdade”, I Tm 3:15.

4. Conhecendo os Rudimentos

Teceremos, superficialmente, um breve comentário sobre cada um desses rudimentos com o objetivo de aguçar o espírito investigativo de cada ensinador; posteriormente, cada um poderá mergulhar mais fundo em cada tópico apresentado.

a) O Arrependimento de Obras Mortas - O escritor aos hebreus escreveu aos judeus convertidos, que estavam na dúvida em relação à fé e pensavam em desistir de seguir a Cristo, que deveriam ver, em Cristo, o cumprimento do culto e de todo o sistema judaico. Além disso, disse que jamais deveriam voltar atrás porque era impossível que aqueles que haviam recebido a revelação, a iluminação, os dons celestiais etc (Hb 6:4), e que recaíssem, fossem renovados para o arrependimento, pois isso seria como de novo crucificar a Cristo expondo-o à vergonha.

Logo, o escritor nos ensina que o arrependimento é o primeiro passo que damos a Cristo, deixando o sistema pagão e idolátrico dos gentios em que estávamos inseridos e abraçando a nova vida, I TS 1:9,10, pois, diz Paulo: “quem está em Cristo é nova criatura”, II Co 5:17. Nós já saímos dos ídolos mortos, não há mais que se falar em arrependimento de obras mortas, mas em crescimento cristão, em caminhar para a perfeição e isso somente é possível através da doutrina de Cristo.

Para melhor compreensão desse assunto é necessário o estudo de I Coríntios onde Paulo escreve para uma Igreja extremamente problemática, com dissensões, rebeliões, litígios, prostituições, divórcios etc.; mas, no primeiro momento, os chamou de “igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso”. Paulo não prega a eles a necessidade de arrependimento de obras mortas, mas de crescimento em Cristo, afirmando que sentia “dores de parto” por eles até que Cristo nascesse em seus corações. Assim, nossas falhas de caráter cristão, nossos pecados serão eliminados não por “arrependimento”, mas por crescimento até a “estatura do varão perfeito” que é Cristo, Ef 4:12,13 e com a defesa e intercessão de nosso advogado junto ao Pai, I Jo 2:1 (Aleluia).

b) Fé em Deus - Não temos mais necessidade de discutir e de defender a identidade ou a pessoa do Deus que cremos, pois fé não se discute, fé vive-se, I Co 8:5,6. Cristo viveu a fé em Deus. Ele ensinou que se tivermos fé em Deus como o grão de mostarda, tanto poderemos fazer secar as árvores como transportar os montes, Mt 21:21. Em Jo 14:1,2, ordenou que cressemos em Deus e nele também, e quando Filipe pediu-lhe que lhe mostrasse o Pai, respondeu-lhe: “Estou a tanto tempo convosco e não me tendes conhecido, Filipe?”, Jo 14:8. Em Jo 17:21,22 deixou claro que a fé nos une e nos faz um com ele e o Pai, assim como Ele e o Pai são um só em essência e poder. Assim, a fé em Deus está na base de nossa crença; teremos fé em Deus enquanto permanecermos em Cristo na esperança de vida eterna. Não necessitamos de pregar aos crentes que tenham fé em Deus, pois demonstram tê-la permanecendo na Igreja.

c) Doutrina dos Batismos - O escritor do livro de Hebreus disse que a doutrina dos batismos também é rudimento e deve ficar para trás. O importante é a ordem clara de Jesus para sermos batizados tão logo tenhamos crido. Quanto à forma e ritualística, fica por conta de cada povo e de cada cultura, desde que seja em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A Bíblia fala de diversos batismos e todos tiveram validade e serviram para fins específicos, conforme o critério e a cultura da época, vejamos: I Co 10:2 (nuvem e mar); I Co 15:29 (pelos mortos); Lc 3:16 (batismo no Espírito Santo); Filipe batizou o Eunuco na estrada de Gaza tão logo ele creu em Cristo, At 8:35-37; o batismo, portanto, é conseqüência do crer.

d) Imposição de Mãos (Tg 5:14, I Tm 5:22)- Por ignorarem essa doutrina muitos dirigentes autorizam pessoas inabilitadas pela Bíblia a impor as mãos sobre os crentes. As Escrituras Sagradas ensinam que somente os presbíteros, ou ministros, devem impor as mãos sobre as pessoas e, mesmo assim, devem ter cuidado para não impor as mãos sobre alguém precipitadamente, pois podem se tornar participantes dos pecados alheios.

e) Ressurreição dos Mortos - A Bíblia pouco ensina sobre o mundo dos mortos, o mundo metafísico; porém, advertimos que há muitos que vão além do que está escrito, ensinando o que nada sabem, baseando somente em visões, sonhos e revelações; principalmente os ex-bruxos, ex- satanistas, e, por isso, muitos acabam ensinando doutrinas de demônios por meio de espíritos enganadores, I Tm 4:1,2.

Quanto à ressurreição dos mortos a Bíblia nos ensina o suficiente para nos consolarmos acerca de nossos entes queridos que morreram em Cristo. Paulo ensina que Cristo ressucitou como primícias dos que dormem e que todos seremos vivificados Nele, I Co 15:20,23. Ensina ainda que o corpo da ressurreição será inimaginável; porém, assim como há corpos terrestres e celestes, Deus nos dará o corpo que quiser, contudo será incorruptível e glorioso, I Co 15:34–42. Tudo o mais sobre a ressurreição dos mortos que era importante para nosso conhecimento está escrito no mesmo capítulo 15 de I Co Fora esse capítulo, há pouquíssimas referências acerca do assunto em outras passagens.

f) Juízo Final - O juízo eterno ou final é a última ação de Deus para complementar seu plano criativo e redentivo elaborado na eternidade passada. Embora a Bíblia faça menção do juízo em algumas passagens do velho e do novo testamento, a essência dele está oculta em mistérios até ao tempo do fim, Dt 29:29. Esse assunto escapa à capacidade investigativa do homem e qualquer tentativa será mera especulação, sem nenhuma fundamentação bíblica, ficando qualquer explicação por conta das falsas revelações, visões e sonhos de pessoas sem o mínimo de conhecimento das Sagradas Escrituras; há mistérios que jamais Deus revelará ao homem nessa vida, se quisesse revelar, teria feito por meio dos profetas e dos apóstolos.

Devemos nos contentar em saber que o juízo será real sobre todos os homens, Hb 9:27 e que será após a ressurreição do último dia, Jo 11:24. Também a Bíblia diz que, naquele tempo, todos serão julgados, tanto ricos e grandes quanto pobres e pequenos e, serão condenados todos que não tiverem seus nomes escritos no livro da vida cujo critério de condenação será o julgamento pelas obras. Ir além dessas informações dadas pela Bílbia é perscrutar e investigar no caminho da incerteza e do desconhecido. Nós contentamos em saber que haverá o juízo final, mas não para nós que estamos em Cristo Rm 8:1-3 e que perseveramos em sua “sã doutrina”, Tt 1:9, pois o juízo será para o diabo e seus anjos e para os homens que desprezam todo o conselho de Deus, para ímpios pecadores, 2 Pe 2:4 e Jd 6.

II – O ORNAMENTO DA IGREJA DE DEUS

Podemos afirmar que o que torna a igreja do Senhor Jesus Cristo bonita e atraente aos olhos da sociedade é seu sistema doutrinário bem elaborado que ajusta a vida de seus membros, levando-os a viverem uma nova vida em Cristo, uma vida de novidades, Rm 6:4 e Rm 6:17ss.

Reluzindo como Astro

Jesus é nosso astro, ele disse: “Eu sou a luz do mundo”, Jo 8:12; o mesmo apóstolo, ou seja, João, disse acerca dele no primeiro capítulo de seu livro nos versos 4 e 5: “Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. Contudo, Cristo disse, em Mt 5:14, que nós também somos a “luz” do mundo; entretanto, essa luz é proveniente Dele pela transformação de vida, operada por meio do complexo doutrinário, chamado na Bíblia de Sã Doutrina, Tt 1:9; essa transformação nos torna homens com caráter semelhante ao dele, Mt 5:45.

Os ensinos expostos nos capítulos 5 a 7 de Mateus têm o objetivo de apontar o retrato do cristão que Deus espera de nós. Mais tarde, Paulo ensina isso com as seguintes palavras em Fp 2:15: Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.

III – CONCLUSÃO

Bem chegamos ao final dos estudos sobre edificação da Igreja – Edifício de Deus – e a suma dos fatos é a seguinte: somente um sistema doutrinario embasado nas Escrituras Sagradas e defendido por líderes comprometidos com a verdade e com a Palavra de Deus, não permitindo que haja mudanças no sistema em nome de renovações, modernizações e adequações culturais, é que estaremos edificando a Casa de Deus – coluna e firmeza da verdade, segundo o propósito e a vontade de Deus. Além disso, Deus requer de nós, líderes do povo de Deus, que nos achemos fiéis I Co 4:2, exercitando-nos no conhecimento da Bíblia para que sejamos aprovados como obreiros que maneja bem a palavra de Deus e não tem do que se envergonhar, 2 Tm 2:15; assim edificaremos mais e melhor para glória de Deus Pai.

 

Comentários  

 
0 #1 carlos neves 25/01/2009 04:46
muito bom foi um mes de muito aproveitamento, pois tanto sentimos na reponsabilidade de edificar a casa de Deus mais de maneira certa.

que Deus nos ajude
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